segunda-feira, 26 de novembro de 2012

UMA SÍNTESE SOBRE A EDUCAÇÃO DESDE OS JESUÍTAS ATÉ OS NOSSOS DIAS

São Paulo (Capital) - Alunos da Escola Normal da Praça da República, em 1915



Educação Jesuítica:
Em 1549, desembarcaram em Salvador, na Bahia, a bordo de uma expedição que trazia o primeiro governador-geral, Tomé de Souza, a 1759. Ao longo de quase 200 anos, a práticas formais de educação estiveram sob o controle desses padres, membros da Companhia de Jesus. A combinação entre estado absolutista e mercantilismo foi decisiva para desencadear uma corrida entre as nações europeias pelo controle de rotas comerciais terrestres e marítimas. A conquista e a colonização da América, sobretudo por parte de Portugal e Espanha, inscrevem-se, portanto, na perspectiva econômica do mercantilismo e ao mesmo tempo não pode se esquecer  do quadro histórico-religioso por que passava a Europa na mesma época. As ideias de Marinho Lutero, na Alemanha, desencadearam um movimento reformista no cristianismo com repercussões por toda a Europa, questionando as práticas da igreja católica, que convoca o Concílio de Trento entre  1545 e 1563 para uma forte repressão aos movimentos protestantes. Entre os instrumentos utilizados está a Companhia de Jesus. Por meio de seus membros a igreja investia na educação das elites europeias, impedindo, assim, a propagação das ideias reformistas e  reafirmando seus dogmas. A colonização do Brasil, em particular, e da América latina, como um todo, foi obra de um duplo projeto: de um lado o econômico e de outro o cultural religioso, expresso pela expressão do cristianismo católico. O padre Manoel da Nóbrega elaborou um plano de ação para os jesuítas que envolvia outros grupos sociais, como filhos e filhas de colonos e até , em algumas circunstancias, negros escravos. Esse plano, com a finalidade de atingir seus objetivos de catequizar e instruir, incluía, como objeto de aprendizagem, o português, a doutrina cristã, o ler e escrever, o canto orfeônico e a música instrumental, a aprendizagem profissional e agrícola, aulas de gramática e viagem de estudos a Europa. Os jesuítas traziam para si não só a responsabilidade da educação dos gentios, como também procuravam controlar as práticas morais dos colonos brancos. A partir de 1570, com a morte do Padre Manoel da Nóbrega, seu plano educacional foi abandonado pelos jesuítas, que passaram a assumir o plano geral da Companhia de Jesus chamado de Ratio Studiorum. O Ratio constituía-se num plano educacional extremamente rígido em termos de práticas pedagógicas e controle de ideias. Estava dividido em três etapas: as humanas, os cursos superiores de filosofia e teologia e a complementação dos estudos na Europa. Daí o caráter elitista dessa educação, pois somente os filhos dos mais ricos podiam, concluir seus estudos no velho mundo. Aos nativos, bastavam a catequização e o ensino de práticas profissionais ou agrícolas. Com as medidas reformistas de Portugal, os jesuítas foram expulsos do Brasil em 1759.
Ensino Régio:
Do ponto de vista cultural, a propagação das ideias iluministas foi decisiva para  aparecimento de um novo conceito de homem, de política e de valores a serem defendidos. O século das luzes tornou-se um movimento intelectual de caráter burguês. Com a valorização da razão e das ciências como paradigmas para esse novo momento,  combatiam a influencia da religião e a intervenção da igreja em assuntos do Estado, como  a igreja permanece forte em Portugal, esse movimento é combatido em sua abrangência. Essa situação só muda mais tarde com a ascensão do Marquês de Pombal como ministro do Estado. Pombal implantou reformas no campo educacional que culminou na expulsão dos jesuítas tanto de Portugal como do Brasil. Em 28 de  junho de 1759, foi expedido o alvará Régio que determinava a organização da educação sob financiamento e tutela do Estado, o que na prática não passava de aulas avulsas que ficavam a cargo de professores selecionados por meio de exames oficiais e cuja remuneração ficava a cargo dos próprios alunos, completamente diferente do plano educacional dos jesuítas que eram estruturados, contínuos e uniforme. Esse padrão de ensino vai entrar pelo século 19, permanecendo como marca da educação brasileira durante os anos de regime monárquico.


Educação Monárquica:
A família real e a Corte como um todo fugiram para o Brasil, escoltadas pela Real Marinha Britânica. Abriu-se, então, uma etapa decisiva nos destinos do Brasil, que culminaria com a independência, em 1822 e com a consequente consolidação do regime monárquico ao longo de quase todo o século 19. As necessidades impostas pela contingencia do Brasil, que se tornou sede do império lusitano, levaram D.João VI a investir em iniciativas  no campo educacional, com vista a atender as urgências que se faziam em vários setores, abrindo assim os cursos superiores de natureza profissionalizante. As escolas de nível elementar e secundário continuaram isoladas, privilegiando as camadas aristocráticas. Fruto de um arranjo político, em 1822, veio o rompimento definitivo com Portugal, fazendo surgir o Brasil independente, única monarquia entre repúblicas na América. A constituição de 1824, primeira Carta Magna do Brasil independente, previa, em relação a educação, princípios muito vagos e gerais: em seu artigo 179, estabelecia a gratuidade da educação em nível primário para todos os cidadãos, mas em termos práticos, pouco acrescentou a realidade existente até então. O ensino fundamental, portanto, ficará durante todo o século 19, e boa parte do século 20, longe de ser prioridade do Estado, trazendo, como consequência, a marginalização educacional de imensos contingentes de brasileiros. De 1831 a 1840 temos a abdicação de D. Pedro I e o Golpe da Maioridade de D.Pedro II ao trono. A economia cafeeira gerou sinais de modernização perceptíveis por meio das ferrovias, de melhoramentos urbanos e importação de produtos industriais e máquinas, possibilitando uma nascente burguesia urbana. Contudo, o café reforçou a “vocação” agrícola do Brasil e por isso, a lógica perversa de que a educação não é prioridade do Estado mais uma vez prevaleceu. Portanto nos quase 50 anos do reinado de D. Pedro II, pouco se acrescentou ao modelo já existente. Cria-se a partir de então, um quadro onde uma parte da intelectualidade brasileira, passa a combater o regime monárquico, pregando um clima de entusiasmo pela educação.
Educação na República:
Esse é um período histórico, fruto de um golpe militar em 15 de novembro de 1889, por interesse do exército, elite do café de São Paulo e setores intelectuais de classe média, no entanto, a partir de 1894, controlado pela oligarquia do café, que permaneceu homogêneo até 1930 e dando continuidade à vocação agrícola do Brasil. A década de 1920 seria marcada por manifestações e iniciativas importantes como a Semana da Arte Moderna de 1922, e a fundação da Associação Brasileira de Educação em 1924, que demonstraram o envolvimento da sociedade nas discussões sobre os novos rumos para o país. Devido a uma série de fatores temos a Revolução de 1930, encerrando o poder oligárquico e iniciando o período histórico conhecido como “Era Vargas”, caracterizado pela industrialização e consequentemente a urbanização. Dos debates intelectuais, surge o manifesto dos pioneiros da educação em 1932 e três personalidades nesse contexto se destacam representando a diversidade de propostas, são eles: Anísio Teixeira, como pensador liberal; Fernando de Azevedo, como pensador positivista; e Alceu Amoroso Lima, como pensador católico. O governo Vargas fechou o regime, perpetrando um golpe de Estado em 1937 e uma nova carta constitucional foi imposta a nação com feições nitidamente autoritárias e centralizadoras, silenciando na sociedade, o debate profícuo em torno do Brasil e seus problemas, em especial em torno da educação. O golpe militar de 1945 põe fim a era Vargas, tendo como pano de fundo o contexto da Guerra Fria, embate entre capitalismo e comunismo. Ao longo da década de 1960, diversas manifestações, convenções e campanhas da sociedade civil pautaram a luta pela escola pública. A LDB de 1961 reorganizou o sistema escolar em ensino primário, ginásio e colegial e estipulou estruturas curriculares mínimas obrigatórias nacionais. De março de 1964 a março de 1985 o Brasil foi governado por presidentes generais, que constituíram um Estado autoritário, antidemocrático e articulado com o capital nacional e as multinacionais. Em 1967 criou-se o Movimento brasileiro de alfabetização, sob pretexto de combater o analfabetismo, mas no fundo, visava conter a mobilização popular iniciada por Paulo Freire no nordeste. Em 1971, uma nova LDB entrou em vigor, reestruturando e aglutinando o sistema escolar em graus: 1º grau e 2º grau, eliminando-se matérias ideológicas como história, filosofia e geografia, sendo substituídas por Educação Moral e Cívica, Estudos sociais e Organização Social Política e Econômica Brasileira. A partir de 1980, evidencia-se o esgotamento militar frente as pressões internas e externas favoráveis a políticas democráticas e de respeito aos direitos humanos. No século 21 temos metade da população constituída de analfabetos e semiletrados, índices alarmantes de evasão e reprovação escolar, muitas crianças e jovens em idade escolar sem vagas. O ponto de reestruturação recomeça pela constituição de 1988, consagrando o dever do Estado para com a Educação, dever compartilhado com a família e a sociedade, prevendo-se constitucionalmente, recursos financeiros para a educação. O passo seguinte vem com LDB 9394/96 que promove um avanço tanto em termos qualitativos como quantitativos, reestruturando os níveis de ensino divididos em Educação Básica( infantil, fundamental e médio) e Ensino Superior, prevendo o obrigatoriedade do ensino fundamental e a gestão democráticas das unidades escolares. Uma consequência visível desse esforço (governos FHC e LULA) do Estado Brasileiro é possível ser observadas mediante dados oficiais: o aumento crescente do numero de matrículas no Ensino fundamental e a diminuição da evasão escolar. Isso, no entanto, não impede de reconhecer inúmeros problemas envolvendo a educação escolar brasileira, sobretudo no que diz respeito ao desempenho qualitativo do processo de ensino-aprendizagem. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

DIGA NÃO A MAIORIDADE PENAL

JÁ FAZ UM TEMPO QUE VENHO OBSERVANDO CERTAS PESSOAS POSTANDO UMAS BESTEIRAS NO FACE SOBRE MAIORIDADE PENAL. SE PRENDER AS PESSOAS RESOLVESSE OS PROBLEMAS, O BRASIL SERIA UM PAÍS RESOLVIDO. SOU TOTALMENTE CONTRA A MAIORIDADE PENAL, MAS SOU A FAVOR DE MUDANÇAS DE PARADIGMAS CONCERNENTES AO TRATAMENTO COM NOSSA SOCIEDADE DE MODO GERAL, ESPECIALMENTE OS JOVENS. NÃO FECHO OS OLHOS PARA A REALIDADE, MAS O MUNDO NÃO ERA ASSIM ELE FICOU ASSIM. ISSO SIGNIFICA QUE FOI PLANTADO ESTA SEMENTE, PRECISAMOS MUDAR ISSO NA RAÍZ
 
 
 

sábado, 20 de outubro de 2012

7 de setembro de 1946 Parada Militar no RJ

Sinopse: Filmes históricos gravados pelo Signal Corps do exército americano durante a visita do General Dwight Eisenhower ao Brasil. São imagens raras, adormecidas lá no arquivo americano que mostram bem as cores de nossos uniformes em 1946, apenas um ano após o fim da Segunda Guerra Mundial e uma rara chance de ver o Marechal Dutra à cores.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ILUMINAÇÃO PÚBLICA - ILUME E CONSEG


A ILUME É UMA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA, E A POPULAÇÃO PAGA NA SUA CONTA DE LUZ POR ISSO. O TRIBUTO VEM ESPECIFICADO COMO COSIP LEI  13.479/02 GERALMENTE NO VALOR DE 4.21 MAIS JUROS CASO A CONTA SEJA PAGA EM ATRASO E ISSO POR RELÓGIO INSTALADO NA CIDADE DE SÃO PAULO.

POR ISSO, EM CASO DE FALTA DE ENERGIA PÚBLICA, A POPULAÇÃO DEVE LIGAR IMEDIATAMENTE PARA O 0800 779 0156 (LUZ ACESA DURANTE O DIA OU APAGADA DURANTE A NOITE) OU AINDA NO TELEFONE 3396 - 7900 E CUIDAR MUITO BEM DO PROTOCOLO QUE LHE PASSAREM, EM CASO DE NÃO RESOLVEREM O PROBLEMA EM 24 HORAS, VOCE PODE PASSAR O NRO DO PROTOCOLO PARA O CONSELHO DE SEGURANÇA DA SUA REGIÃO, NOSSO CASO É O CONSEG PENTEADO E SOLICITAR INTERVENÇÃO DO MESMO, POIS O REPRESENTANTE DESTA EMPRESA GERALMENTE PARTICIPA DA REUNIÃO MENSAL DESTE CONSELHO.

VOCE CONTA AINDA, COM O APOIO DESTA ENTIDADE SOCIAL E PARA TANTO, ENCAMINHE UM EMAIL PARA ONGPROJETOGUSMAO@IG.COM.BR COM O NRO DE PROTOCOLO E A DATA, POIS ENCAMINHAREMOS PARA A ILUME COBRANDO PELO ATENDIMENTO MAIS QUE JUSTO Á POPULAÇÃO.


CONSEG PENTEADO:   Tel.: 9 9921-5210
Local de Reunião Mensal: Rua Cristóvão Santiago, 160 - Parque Tietê - ao lado do Mercado Takara

domingo, 16 de setembro de 2012

Quanto Vale ou é por Quilo ?





sinopse:
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

ficha técnica:

  • título original: Quanto Vale ou é por Quilo?
  • país: Brasil
  • gênero:Drama
  • duração: 104 min
  • ano de lançamento:2005
  • direção: Sergio Bianchi
  • roteiro:Sérgio Bianchi, Eduardo Benaim e Newton Canitto, baseado no conto "Pai Contra Mãe", de Machado de Assis
  • elenco: Ana Carbatti, Cláudia Mello, Myriam Pires, Leona Cavalli.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

REUNIÃO DO CONSEG PENTEADO - Conselho de Segurança Penteado - 72 DP e 1ª CIA DO 47 BPMM - COM A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS DA ESCOLA ESTADUAL HÉLIOS HEBER LINO.





Como presidente do Conselho Comunitário de Segurança Penteado, desenvolvi  um projeto junto com a toda diretoria, que visa a participação do jovem nas questões comunitárias, por isso mesmo o projeto é chamado "O JOVEM E A COMUNIDADE", onde eles possam participar ativamente de um processo que vai reescrever a história da comunidade onde vivem. E isso só é possível, se o jovem souber os caminhos das pedras, e a reunião deste conselho no meu ponto de vista, é um destes caminhos. O projeto visa que o aluno seja avaliado pelas disciplinas de sociologia e/ou filosofia ou ainda história. 

O aluno faz o levantamento de problemas da sua comunidade, podendo se reunir um grupo de alunos de bairros diferentes e apresentar em reunião, os problemas para as autoridades competentes e ainda propor ao seu ver, uma solução para o mesmos.

Tudo é registrado em ata, que será enviada a Secretaria de Segurança Púbica do Estado de São Paulo. Como apartir deste mês as atas serão eletrônicas, se o governador do estado quiser saber o aconteceu na última reunião por exemplo deste conseg,  o secretário estadual de segurança entra no site, digita sua senha e tudo o que aconteceu aparece lá, registrado, pronto para ser lido e compreendido sem a menor dificuldade, podendo assim, agilizar suas tomadas de decisões.

Ainda com relação ao desenvolvimento do projeto, o trabalho é avaliado pelo professor da disciplina que acompanha os alunos na reunião e avalia também a participação dos mesmos, gerando assim uma nota de trabalho que auxiliará na média do bimestre. 

Neste projeto protagonista, obtivemos o apoio dos professores e da diretora da Escola Estadual Hélios Heber Lino e a participação da PMEC - Professora Mediadora Escolar e Comunitário da Escola Flamínio, Profª Rose.  E ficamos enormemente felizes com o desprendimento e a participação dos jovens em pleno exercício de cidadania. Acreditamos que só com partipação popular, é que nossas comunidades poderão alcançar um diferencial na sua estrutura e vida diária de seu desenvolvimento. E a história em todo o mundo, já provou que os jovens são importantíssimos em quaisquer processos de mudanças, portanto, rumo as conquistas de uma vida periférica melhor.

Quero agradecer em especial a diretora da escola Hélios, Sra Telma, professores e alunos que compreenderam  a magnitude do projeto e ao PMEC - Professor Mediador Escolar e Comunitário da escola Hélios, Sr. Alex, que fez a ponte entre a escola e o Conseg Penteado.

Parabéns a toda população presente, a diretoria do Conseg  e as autoridades que estiveram presentes nesta reunião que foi só o marco inicial de uma grande mudança para nossa região.

Ozéas Gusmão.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pagar para não fazer Habitação de Interesse Social

Na semana passada, comentei aqui no blog sobre um substitutivo ao Plano Municipal de Habitação que seria apresentado, e possivelmente votado, na última quarta-feira na Câmara Municipal de São Paulo. Elaborado pelo Executivo, o substitutivo não foi votado e poderá voltar à pauta na sessão de amanhã em versão atualizada. Além dos pontos que já comentei (leia aqui), soube através de movimentos de moradia que o novo texto inclui um artigo que permitirá que o empreendedor construa para o mercado em terrenos situados em áreas de Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social), hoje reservadas à produção de HIS (Habitação de Interesse Social), mediante pagamento ao Fundurb (Fundo de Desenvolvimento Urbano), que hoje recebe os recursos da outorga onerosa do direito de construir.  Se isso vier a acontecer, estaremos diante de uma distorção do sentido das Zeis, cujo objetivo é justamente permitir a produção de habitação social em lugares com qualidade urbanística e integrados à cidade. Liberar as áreas de Zeis para o mercado significa condenar a produção de habitação social a lugares distantes, sem cidade. Além disso, os recursos do Fundurb não são necessariamente aplicados em HIS e em urbanização de favelas. Seus objetivos são “apoiar ou realizar investimentos destinados a concretizar os objetivos, diretrizes, planos, programas e projetos urbanísticos e ambientais integrantes ou decorrentes do Plano Diretor” e seus recursos hoje estão sendo utilizados por seis secretarias. Em 2011, por exemplo, dos R$ 278 milhões acumulados no fundo, apenas R$ 16 milhões (aproximadamente 6%) foram empenhados em obras de regularização de assentamentos no âmbito da Secretaria de Habitação (dados apresentados em reunião do Conselho Municipal de Política Urbana em agosto de 2011). No primeiro semestre de 2012, este valor subiu para R$ 37 milhões, ou cerca de 13% do total. Em geral, portanto, em torno de 10% dos recursos do Fundurb têm sido aplicados em habitação. A meu ver, pagar para não produzir habitação de interesse social em Zeis é um total contrassenso.

sábado, 5 de maio de 2012

CCJ - Centro Cultural da Juventude - Cachoeirinha




A Biblioteca Jayme Cortez do Centro Cultural da Juventude - Ruth Cardoso possui um acervo para consulta local e empréstimo com mais 10 mil exemplares entre livros, álbuns de HQ's, mangás, periódicos e material audiovisual.

Serviços oferecidos pela biblioteca:
  • Laboratório de Idiomas:  Equipado com 4 computadores para estudo individual, oferece métodos autodidatas em inglês, espanhol, italiano, francês, chinês, japonês, alemão, hebraico e árabe. A cada dois meses o projeto Que país é Este? complementa o estudo das línguas com diversas atividades.
  • Laboratório de Pesquisa: São 12 terminais de computadores disponíveis para pesquisa e 2 disponíveis para acesso ao acervo de multimídia. A cada dois meses acontecem oficinas de orientação à pesquisa na Internet.
  • Espaço de Leitura: arejado, amplo e bem iluminado.
  • Programação cultural mensal: saraus, oficinas, visitas monitorada à outros equipamentos culturais, palestras, semanas temáticas, programação especial de literatura, diálogos e Café Cultural.
  • Acesso à internet - rede sem fio (wireless)

Horário de funcionamento:
De 3ª a sábado, das 10h às 20h
Domingos e feriados, das 10h às 18h


Endereço:
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 (ao lado do terminal Cachoeirinha)
Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo - SP 02720-200
Tel: (11) 3984-2466 ramal 24
Coordenadora: Melina Campanini
mcampanini@prefeitura.sp.gov.br

sábado, 17 de março de 2012

Proposta quer evitar superendividamento de famílias


 
A proposta de Código do Consumidor, em análise no Senado, quer atacar o superendividamento das famílias brasileiras. Para isso, prevê que os trabalhadores com dívidas em atraso possam requerer na Justiça o parcelamento em até cinco anos.

Segundo o texto, encaminhado nesta semana ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a medida valerá para os casos em que mais de 30% da renda líquida mensal está comprometida com o pagamento de dívidas (excluído o financiamento de imóvel para moradia), desde que o devedor não tenha bens suficientes para quitar o total.


A proposta integra o anteprojeto elaborado pela comissão de juristas responsável pela atualização do código. Sarney deve agora indicar um relator para dar início à tramitação no Senado.


De acordo com o texto, o próprio devedor deverá propor o parcelamento, durante uma audiência de conciliação com a presença de todos os seus credores.


Para o advogado especialista em direito do consumidor Paulo Guilherme de Mendonça Lopes, é preciso ter cautela com a medida.


"Tem que pensar bem se isso não vai secar o crédito para o consumidor. Se eu achar que não tenho chance de recuperar com facilidade o crédito, por que vou emprestar dinheiro para você?"


Lopes acredita que, em vez de democratizar o crédito, a proposta pode acabar tornando-o "mais elitista".


O texto da comissão propõe ainda que sejam proibidas expressões como "crédito gratuito", "sem juros" e "taxa zero" na publicidade de concessão de crédito.


Segundo a justificativa dos juristas, isso pode induzir o consumidor ao erro.


O anteprojeto sugere também a "concessão responsável de crédito": quem concede deve informar e aconselhar o consumidor de forma que ele possa avaliar se tem como assumir a dívida.


A instituição será punida com redução e até extinção dos juros cobrados caso desobedeça essa prática.


Também será proibido, segundo o anteprojeto, praticar o "assédio de consumo", caracterizado pela pressão ao consumidor, especialmente idoso, analfabeto, doente ou "vulnerável" para que ele faça uma compra, contrate um serviço ou adquira crédito -especialmente se feito por meio eletrônico, telefônico ou envolvendo prêmios.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Essas e outras crianças com suas famílias, um dia terão onde morar dignamente !!!



A luta das entidades AVAS e ONG PROJETO GUSMÃO não foi em vão, e no dia 10 de Fevereiro de 2012 - 16:00hs , os moradores do Jd Damasceno que a princípio receberiam o “cheque despejo”  de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)  para levarem suas famílias para debaixo da ponte ou para uma outra área de risco, foram convocados pela Sehab, que os recepcionou na sede da Subprefeitura Freguesia do Ó/Brasilândia, a fim de assinarem um acordo onde receberão R$ 1.200,00 ( mil e duzentos reais) para alugarem um imóvel nos próximos dias, receberão pelo prazo de 30 meses, um auxílio aluguel de R$300,00 (trezentos reais) e se neste período não lhes for entregue um imóvel, assinarão um Termo de compromisso junto à Sehab para serem atendidos nos empreendimentos que forem sendo entregue e enquanto isso, estarão recebendo o auxílio para continuarem no aluguel.  O processo consta de 26 famílias alternadas, no momento do cumprimento do mandato judicial, com certeza as casas dos lados serão afetadas e também terão que ser atendidas pelo mesmo processo das primeiras 26 famílias. É o povo saindo vitorioso de uma batalha que aparentemente já estava perdida. É preciso fazer valer a Constituição deste país,  Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;

PARABÉNS AS FAMÍLIAS PELA CONQUISTA  !!!!

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