Sinopse: Filmes históricos gravados pelo Signal Corps do exército americano
durante a visita do General Dwight Eisenhower ao Brasil. São imagens
raras, adormecidas lá no arquivo americano que mostram bem as cores de
nossos uniformes em 1946, apenas um ano após o fim da Segunda Guerra
Mundial e uma rara chance de ver o Marechal Dutra à cores.
sábado, 20 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
ILUMINAÇÃO PÚBLICA - ILUME E CONSEG
A ILUME É UMA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA, E A POPULAÇÃO PAGA NA SUA CONTA DE LUZ POR ISSO. O TRIBUTO VEM ESPECIFICADO COMO COSIP LEI 13.479/02 GERALMENTE NO VALOR DE 4.21 MAIS JUROS CASO A CONTA SEJA PAGA EM ATRASO E ISSO POR RELÓGIO INSTALADO NA CIDADE DE SÃO PAULO.
POR ISSO, EM CASO DE FALTA DE ENERGIA PÚBLICA, A POPULAÇÃO DEVE LIGAR IMEDIATAMENTE PARA O 0800 779 0156 (LUZ ACESA DURANTE O DIA OU APAGADA DURANTE A NOITE) OU AINDA NO TELEFONE 3396 - 7900 E CUIDAR MUITO BEM DO PROTOCOLO QUE LHE PASSAREM, EM CASO DE NÃO RESOLVEREM O PROBLEMA EM 24 HORAS, VOCE PODE PASSAR O NRO DO PROTOCOLO PARA O CONSELHO DE SEGURANÇA DA SUA REGIÃO, NOSSO CASO É O CONSEG PENTEADO E SOLICITAR INTERVENÇÃO DO MESMO, POIS O REPRESENTANTE DESTA EMPRESA GERALMENTE PARTICIPA DA REUNIÃO MENSAL DESTE CONSELHO.
VOCE CONTA AINDA, COM O APOIO DESTA ENTIDADE SOCIAL E PARA TANTO, ENCAMINHE UM EMAIL PARA ONGPROJETOGUSMAO@IG.COM.BR COM O NRO DE PROTOCOLO E A DATA, POIS ENCAMINHAREMOS PARA A ILUME COBRANDO PELO ATENDIMENTO MAIS QUE JUSTO Á POPULAÇÃO.
VOCE CONTA AINDA, COM O APOIO DESTA ENTIDADE SOCIAL E PARA TANTO, ENCAMINHE UM EMAIL PARA ONGPROJETOGUSMAO@IG.COM.BR COM O NRO DE PROTOCOLO E A DATA, POIS ENCAMINHAREMOS PARA A ILUME COBRANDO PELO ATENDIMENTO MAIS QUE JUSTO Á POPULAÇÃO.
CONSEG PENTEADO: Tel.: 9 9921-5210
Local de Reunião Mensal: Rua Cristóvão Santiago, 160 - Parque Tietê - ao lado do Mercado Takara
sábado, 22 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Quanto Vale ou é por Quilo ?
sinopse:
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.
ficha técnica:
- título original: Quanto Vale ou é por Quilo?
- país: Brasil
- gênero:Drama
- duração: 104 min
- ano de lançamento:2005
- direção: Sergio Bianchi
- roteiro:Sérgio Bianchi, Eduardo Benaim e Newton Canitto, baseado no conto "Pai Contra Mãe", de Machado de Assis
- elenco: Ana Carbatti, Cláudia Mello, Myriam Pires, Leona Cavalli.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
REUNIÃO DO CONSEG PENTEADO - Conselho de Segurança Penteado - 72 DP e 1ª CIA DO 47 BPMM - COM A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS DA ESCOLA ESTADUAL HÉLIOS HEBER LINO.
Como presidente do Conselho Comunitário de Segurança Penteado, desenvolvi um projeto junto com a toda diretoria, que visa a participação do jovem nas questões comunitárias, por isso mesmo o projeto é chamado "O JOVEM E A COMUNIDADE", onde eles possam participar ativamente de um processo que vai reescrever a história da comunidade onde vivem. E isso só é possível, se o jovem souber os caminhos das pedras, e a reunião deste conselho no meu ponto de vista, é um destes caminhos. O projeto visa que o aluno seja avaliado pelas disciplinas de sociologia e/ou filosofia ou ainda história.
O aluno faz o levantamento de problemas da sua comunidade, podendo se reunir um grupo de alunos de bairros diferentes e apresentar em reunião, os problemas para as autoridades competentes e ainda propor ao seu ver, uma solução para o mesmos.
Tudo é registrado em ata, que será enviada a Secretaria de Segurança Púbica do Estado de São Paulo. Como apartir deste mês as atas serão eletrônicas, se o governador do estado quiser saber o aconteceu na última reunião por exemplo deste conseg, o secretário estadual de segurança entra no site, digita sua senha e tudo o que aconteceu aparece lá, registrado, pronto para ser lido e compreendido sem a menor dificuldade, podendo assim, agilizar suas tomadas de decisões.
Tudo é registrado em ata, que será enviada a Secretaria de Segurança Púbica do Estado de São Paulo. Como apartir deste mês as atas serão eletrônicas, se o governador do estado quiser saber o aconteceu na última reunião por exemplo deste conseg, o secretário estadual de segurança entra no site, digita sua senha e tudo o que aconteceu aparece lá, registrado, pronto para ser lido e compreendido sem a menor dificuldade, podendo assim, agilizar suas tomadas de decisões.
Ainda com relação ao desenvolvimento do projeto, o trabalho é avaliado pelo professor da disciplina que acompanha os alunos na reunião e avalia também a participação dos mesmos, gerando assim uma nota de trabalho que auxiliará na média do bimestre.
Neste projeto protagonista, obtivemos o apoio dos professores e da diretora da Escola Estadual Hélios Heber Lino e a participação da PMEC - Professora Mediadora Escolar e Comunitário da Escola Flamínio, Profª Rose. E ficamos enormemente felizes com o desprendimento e a participação dos jovens em pleno exercício de cidadania. Acreditamos que só com partipação popular, é que nossas comunidades poderão alcançar um diferencial na sua estrutura e vida diária de seu desenvolvimento. E a história em todo o mundo, já provou que os jovens são importantíssimos em quaisquer processos de mudanças, portanto, rumo as conquistas de uma vida periférica melhor.
Quero agradecer em especial a diretora da escola Hélios, Sra Telma, professores e alunos que compreenderam a magnitude do projeto e ao PMEC - Professor Mediador Escolar e Comunitário da escola Hélios, Sr. Alex, que fez a ponte entre a escola e o Conseg Penteado.
Parabéns a toda população presente, a diretoria do Conseg e as autoridades que estiveram presentes nesta reunião que foi só o marco inicial de uma grande mudança para nossa região.
Parabéns a toda população presente, a diretoria do Conseg e as autoridades que estiveram presentes nesta reunião que foi só o marco inicial de uma grande mudança para nossa região.
Ozéas Gusmão.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Pagar para não fazer Habitação de Interesse Social
21/08/12 por raquelrolnik
Na semana passada, comentei aqui no blog sobre um substitutivo
ao Plano Municipal de Habitação que seria apresentado, e possivelmente
votado, na última quarta-feira na Câmara Municipal de São Paulo.
Elaborado pelo Executivo, o substitutivo não foi votado e poderá voltar à
pauta na sessão de amanhã em versão atualizada. Além dos pontos que já comentei (leia aqui),
soube através de movimentos de moradia que o novo texto inclui um
artigo que permitirá que o empreendedor construa para o mercado em
terrenos situados em áreas de Zeis (Zonas Especiais de Interesse
Social), hoje reservadas à produção de HIS (Habitação de Interesse
Social), mediante pagamento ao Fundurb (Fundo de Desenvolvimento Urbano), que hoje recebe os recursos da outorga onerosa do direito de construir. Se isso vier a acontecer, estaremos diante de uma distorção do
sentido das Zeis, cujo objetivo é justamente permitir a produção de
habitação social em lugares com qualidade urbanística e integrados à
cidade. Liberar as áreas de Zeis para o mercado significa condenar a
produção de habitação social a lugares distantes, sem cidade. Além disso, os recursos do Fundurb não são necessariamente aplicados
em HIS e em urbanização de favelas. Seus objetivos são “apoiar ou
realizar investimentos destinados a concretizar os objetivos,
diretrizes, planos, programas e projetos urbanísticos e ambientais
integrantes ou decorrentes do Plano Diretor” e seus recursos hoje estão
sendo utilizados por seis secretarias. Em 2011, por exemplo, dos R$ 278 milhões acumulados no fundo, apenas
R$ 16 milhões (aproximadamente 6%) foram empenhados em obras de
regularização de assentamentos no âmbito da Secretaria de Habitação
(dados apresentados em reunião do Conselho Municipal de Política Urbana
em agosto de 2011). No primeiro semestre de 2012,
este valor subiu para R$ 37 milhões, ou cerca de 13% do total. Em
geral, portanto, em torno de 10% dos recursos do Fundurb têm sido
aplicados em habitação. A meu ver, pagar para não produzir habitação de interesse social em Zeis é um total contrassenso.
sábado, 18 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
CCJ - Centro Cultural da Juventude - Cachoeirinha
A Biblioteca
Jayme Cortez do Centro Cultural da Juventude -
Ruth Cardoso possui um acervo para consulta local e empréstimo
com mais 10 mil exemplares entre livros, álbuns de HQ's, mangás, periódicos e
material audiovisual.
Serviços oferecidos pela biblioteca:
Serviços oferecidos pela biblioteca:
- Laboratório de Idiomas: Equipado com 4 computadores para estudo individual, oferece métodos autodidatas em inglês, espanhol, italiano, francês, chinês, japonês, alemão, hebraico e árabe. A cada dois meses o projeto Que país é Este? complementa o estudo das línguas com diversas atividades.
- Laboratório de Pesquisa: São 12 terminais de computadores disponíveis para pesquisa e 2 disponíveis para acesso ao acervo de multimídia. A cada dois meses acontecem oficinas de orientação à pesquisa na Internet.
- Espaço de Leitura: arejado, amplo e bem iluminado.
- Programação cultural mensal: saraus, oficinas, visitas monitorada à outros equipamentos culturais, palestras, semanas temáticas, programação especial de literatura, diálogos e Café Cultural.
- Acesso à internet - rede sem fio (wireless)
Horário de funcionamento:
De 3ª a
sábado, das 10h às 20h
Domingos e feriados, das 10h às 18h
Endereço:
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 (ao lado do terminal Cachoeirinha)
Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo - SP 02720-200
Tel: (11) 3984-2466 ramal 24
Coordenadora: Melina Campanini
mcampanini@prefeitura.sp.gov.br
Domingos e feriados, das 10h às 18h
Endereço:
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 (ao lado do terminal Cachoeirinha)
Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo - SP 02720-200
Tel: (11) 3984-2466 ramal 24
Coordenadora: Melina Campanini
mcampanini@prefeitura.sp.gov.br
sábado, 17 de março de 2012
Proposta quer evitar superendividamento de famílias
|
A proposta de Código
do Consumidor, em análise no Senado, quer atacar o superendividamento
das famílias brasileiras. Para isso, prevê que os trabalhadores com
dívidas em atraso possam requerer na Justiça o parcelamento em até cinco
anos.
Segundo o texto, encaminhado nesta semana ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a medida valerá para os casos em que mais de 30% da renda líquida mensal está comprometida com o pagamento de dívidas (excluído o financiamento de imóvel para moradia), desde que o devedor não tenha bens suficientes para quitar o total. A proposta integra o anteprojeto elaborado pela comissão de juristas responsável pela atualização do código. Sarney deve agora indicar um relator para dar início à tramitação no Senado. De acordo com o texto, o próprio devedor deverá propor o parcelamento, durante uma audiência de conciliação com a presença de todos os seus credores. Para o advogado especialista em direito do consumidor Paulo Guilherme de Mendonça Lopes, é preciso ter cautela com a medida. "Tem que pensar bem se isso não vai secar o crédito para o consumidor. Se eu achar que não tenho chance de recuperar com facilidade o crédito, por que vou emprestar dinheiro para você?" Lopes acredita que, em vez de democratizar o crédito, a proposta pode acabar tornando-o "mais elitista". O texto da comissão propõe ainda que sejam proibidas expressões como "crédito gratuito", "sem juros" e "taxa zero" na publicidade de concessão de crédito. Segundo a justificativa dos juristas, isso pode induzir o consumidor ao erro. O anteprojeto sugere também a "concessão responsável de crédito": quem concede deve informar e aconselhar o consumidor de forma que ele possa avaliar se tem como assumir a dívida. A instituição será punida com redução e até extinção dos juros cobrados caso desobedeça essa prática. Também será proibido, segundo o anteprojeto, praticar o "assédio de consumo", caracterizado pela pressão ao consumidor, especialmente idoso, analfabeto, doente ou "vulnerável" para que ele faça uma compra, contrate um serviço ou adquira crédito -especialmente se feito por meio eletrônico, telefônico ou envolvendo prêmios. |
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Essas e outras crianças com suas famílias, um dia terão onde morar dignamente !!!
A luta das entidades
AVAS e ONG PROJETO GUSMÃO não foi em vão, e no dia 10 de Fevereiro de 2012 - 16:00hs ,
os moradores do Jd Damasceno que a princípio receberiam o “cheque despejo” de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para levarem suas famílias para debaixo da
ponte ou para uma outra área de risco, foram convocados pela Sehab, que os
recepcionou na sede da Subprefeitura Freguesia do Ó/Brasilândia, a fim de
assinarem um acordo onde receberão R$ 1.200,00 ( mil e duzentos reais) para
alugarem um imóvel nos próximos dias, receberão pelo prazo de 30 meses, um
auxílio aluguel de R$300,00 (trezentos reais) e se neste período não lhes for
entregue um imóvel, assinarão um Termo de compromisso junto à Sehab para serem
atendidos nos empreendimentos que forem sendo entregue e enquanto isso, estarão
recebendo o auxílio para continuarem no aluguel. O processo consta de 26 famílias alternadas,
no momento do cumprimento do mandato judicial, com certeza as casas dos lados
serão afetadas e também terão que ser atendidas pelo mesmo processo das
primeiras 26 famílias. É o povo saindo vitorioso de uma batalha que
aparentemente já estava perdida. É preciso fazer valer a Constituição deste
país, Art. 23. É competência comum da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das
condições habitacionais e de saneamento básico;
PARABÉNS AS FAMÍLIAS PELA CONQUISTA !!!!
A pior discriminação que existe é a brasileira, pois é camuflada
Com imagens do filme Amistad, realizado por Steven Spielberg. Escute
Tragédia no mar (ou O navio negreiro) de Castro Alves, na voz de Paulo
Autran. O poeta Castro Alves escreveu O navio negreiro aos 22 anos,
em 1869. A lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de escravos,
fora promulgada quase vinte anos antes. Cada parte do poema tem métrica
própria, de maneira que o ritmo de cada estrofe retrata a situação
apresentada nela. Como esperar que um povo tratado assim, possa viver em pé de igualdade, mesmo que no século XXI ? O negro no Brasil só realmente passou a "desfrutar" de igualdade apartir da constituição de 1988. Nosso Brasil de contrastes vive ainda hoje, reflexos do seu negro passado, desconhecido pela maioria de seus brasileiros.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
JORNADA DE HABITAÇÃO - por Elisabete França - Superintendente de Habitação Popular da Sehab
Em 1977, Roberto Schwarz publicou Ao Vencedor as Batatas, onde
destaca que “ao longo de sua reprodução social, incansavelmente o
Brasil põe e repõe idéias europeias, sempre em sentido impróprio”.
Tal reflexão segue a mesma direção de Sergio Buarque de Holanda que,
em 1956, em Raízes do Brasil, tão bem definiu o sentido das “idéias
fora de lugar”. A tradição do pensamento brasileiro de transposição de idéias sem
a necessária adaptação ao modo de vida local, também esteve
presente na cultura arquitetônica e urbanística do país, mais
particularmente na cidade de São Paulo. No final do século XIX e primeiras décadas do século XX, ocorreu
uma inflexão no trato das questões urbanas, principalmente no Rio de
Janeiro e, mais tardiamente, em São Paulo, caracterizada por uma
abertura para a assimilação de teorias e práticas estrangeiras que
nos chegavam por meio de publicações e outras formas de intercâmbio
com o exterior. Na cidade de São Paulo, o Plano de Avenidas, coordenado pelo
engenheiro Prestes Maia, foi o ponto de partida do pensamento
urbanístico paulistano. O primeiro plano elaborado para estruturar o
espaço urbano da cidade trazia a tradição da transferência de idéias
internacionais, acompanhada de elementos de fora do lugar que exigiam a
composição de um modelo local, o que naquele momento não foi feito. Na continuidade da história urbana da cidade, a transferência de
idéias continuou uma presença constante nos planos e projetos
elaborados para São Paulo. No período pós Segunda Guerra mundial, as
cidades europeias viviam um momento de prevalência dos ideais do
movimento moderno, impulsionando a reconstrução das áreas destruídas
e a construção de centenas de conjuntos habitacionais com elementos
industrializados para abrigar a população desalojada. No Brasil, ao mesmo tempo em que as idéias modernistas eram adotadas
na produção da arquitetura local, também aportavam as idéias do
Movimento Economie et Humanisme, que por longo período influenciou na
elaboração dos planos para as cidades brasileiras e, especialmente em
São Paulo, foi decisivo na formação de toda uma geração de
urbanistas. Padre Lebret, seu expoente máximo, organizou na cidade de São
Paulo, a Sociedade para Análise Gráfica e Mecanográfica Aplicada aos
Complexos Sociais (SAGMACS), responsável pela preparação do estudo
Estrutura Urbana da Aglomeração Paulistana (1958). Novamente, a transposição de idéias vinda de lugares distantes se impôs. O estudo comparava as periferias de São Paulo, que cresciam de forma
desarticulada e irregular, com as cidades européias destruídas pela
guerra, sem compreender que o crescimento paulistano resultava da
vitalidade do momento. Vitalidade de uma cidade que se urbanizava em
números pouco conhecidos dos tradicionais tratados urbanos e que o
estudo entendia, restritamente, como um grande “acampamento”
descontrolado. A cidade passava de 200 mil habitantes no início do século XX para
dois milhões nos anos 1950. Acompanhar esse crescimento populacional,
que se avolumava em função das possibilidades oferecidas pela cidade e
região metropolitana, demandava uma capacidade operacional para a qual
o país não estava preparado. Não existiam receitas a serem seguidas
diante da nova realidade urbana que se impunha. As lições aprendidas
da disciplina urbanística tradicional não eram apenas idéias fora de
lugar, mas também não conseguiam responder a esses desafios. Durante
décadas, planos e projetos continuaram a ser elaborados com foco em um
ideário trazido de fora.
Nos anos 1970, mesmo sob o domínio da ideologia imposta pelo BNH,
alguns arquitetos precursores, entre eles Carlos Nelson Ferreira dos
Santos, com uma visão pioneira para a época, deram os primeiros passos
para romper com o discurso oficial que pregava a eliminação da
informalidade e a construção de conjuntos habitacionais massivos e
distantes. Em consonância com a realidade do país, entenderam que a
população urbana crescia em escalas não conhecidas e os bairros
informais se transformavam em opção para aqueles que, ou não tinham
acesso ao crédito para a aquisição da casa própria, ou preferiam
morar precariamente em regiões centrais mais acessíveis ao trabalho e
equipamentos públicos. Passaram então a desenvolver projetos
respeitando os esforços que tinham sido realizados na construção
informal das moradias, nos bairros conhecidos como favelas. Para Carlos Nelson, a cidade deveria ser pensada a partir da práxis
transformadora, com elementos de inovação, polêmica e criatividade, o
que só era possível a partir de um profundo conhecimento da
realidade, não apenas do território, mas, sobretudo, da população
que nele vivia. Era o início do reconhecimento das pré-existências
urbanas ou o urbanismo das idéias no lugar. Tais urbanistas visionários abriram espaço para uma forma de pensar
a cidade que reconhecia uma série de questões específicas da
realidade brasileira. Até então, éramos um país de pouca cultura
urbanística, implantávamos idéias fora de lugar e não reconhecíamos a
nossa realidade urbana. As experiências desenvolvidas à época,
tinham como ponto de partida o reconhecimento da cidade informal com
seus códigos próprios, embora os mesmos não representassem o modelo
idealizado pela disciplina urbanística tradicional. Daí surgiram, nos anos 1990, o Programa Favela-Bairro (1993), no Rio
de Janeiro,e o Programa Guarapiranga (1993), em São Paulo.
Intervenções de grande alcance, que adotavam a nova forma de pensar as
cidades brasileiras, principalmente no que tange à assim chamada
cidade informal, um pensamento urbanístico próprio, assentado em
raízes locais, que parte do conhecimento da cidade real, existente. Um
projeto que reconhece as pré-existências territoriais como resultado
dos esforços coletivos realizados pelas famílias que constroem suas
casas, e que também são atores da construção da cidade. Projetos que
tem a dimensão da existência daqueles que moram nos diferentes
lugares, que reconhecem a pluralidade urbana e a existência de uma
estrutura morfológica que tem signos próprios. A consolidação desse conjunto de idéias formadas a partir de
experiências que resultaram em práticas de sucesso, impulsionou o
trabalho da Secretaria de Habitação da cidade de São Paulo, a partir
de 2005. O caminho adotado foi consolidar a política habitacional,
dando início à elaboração do Plano Municipal de Habitação, à
construção do Sistema de Informações para a Habitação
(www.habisp.inf.br) e ao Sistema de Priorização de Intervenções, ao
mesmo tempo em que era dado início à implantação do Programa de
Urbanização de Favelas. Programa de dimensões e abrangência até então desconhecidas,
passou a despertar o interesse de estudiosos da questão habitacional. O
foco central da urbanização é a implantação de redes de
infraestrutura básica, sistemas de conectividade com a cidade
urbanizada, implantação de áreas de lazer e equipamentos públicos de
grande porte, além da construção de unidades habitacionais para os
que estavam vivendo em áreas de risco. A urbanização de favelas trata de implantar um conjunto de
benfeitorias que a cidade já tem e, mais importante, integrar o que
antes era informal à cidade legal. O projeto da cidade de São Paulo
não se move por conceitos trazidos de fora, ou seja, de implantar
grandes equipamentos sofisticados que não resolvem problemas imediatos
da comunidade e cujo projeto não estabelece uma linha direta com os
territórios existentes. Desse interesse internacional em conhecer a experiência paulistana
no trato dos problemas urbanos relacionados à informalidade, surgiu a
primeira parceria - o estúdio com os estudantes do Sustainable Urban
Living Model da Columbia University Graduate School of Architecture
Planning and Preservation. Coordenado pelos professores da U-TT, o
estúdio tinha como propósito a elaboração de propostas para
Paraisópolis. A área escolhida como objeto de reflexão e elaboração de
propostas – Paraísopolis - era a que melhor representava a diversidade
urbana paulistana e se constituía em desafio de grande dimensão para
os estudante e professores da U-TT. Seus quase 60.000 habitantes
compõem-se, majoritariamente, de famílias de baixa renda e os índices
de vulnerabilidade social na área são elevados. É uma cidade pobre
inserida de forma anacrônica no meio de uma cidade rica. Para um
observador externo, os contrastes entre as duas cidades podem parecer
grandes, visíveis e extremos, portanto, insuperáveis. No entanto, a equipe da Sehab mostrou ao grupo que uma cidade era
dependente da outra. Uma oferece mão de obra e, a outra, empregos,
serviços e consumo. Uma necessita de serviços básicos de educação e
saúde, a outra facilita o acesso a esses serviços. Essa profícua
relação de trocas constantes resultou no fato de Paraisópolis ser
indicada como exemplo das possibilidades do convívio democrático entre
as diferenças da cidade. Assim, como em muitos outros bairros de baixa renda – favelas ou
loteamentos -, a região se consolidou, as famílias criaram redes de
solidariedade e são visíveis no dia a dia os investimentos nas
unidades habitacionais, na implantação de novos comércios e oferta de
serviços. Essas atividades resultam em uma vida urbana fervilhante,
constatada nas ruas de Paraisópolis. Diante dessa realidade consolidada, a maior parte das famílias quer
ficar na área, manter suas moradias e garantir o título de
propriedade. Introduzimos ao grupo de estudantes essa nova situação, a
ser observada nas propostas para a urbanização do bairro. Explicamos
que o essencial nos projetos refere- se ao respeito às
pré-existências e ao desenvolvimento do capital social da comunidade,
suas redes de relações e seus sonhos. A intervenção, além de universalizar o acesso à infraestrutura,
aos serviços básicos, a eliminação de situações de risco, deve
explorar a criação de identidades, de modo a fortalecer a noção de
pertencimento da comunidade. Na sequência, outros estúdios se sucederam e outras formas de
compartilhamento veem sendo experimentadas. A Sehab desenvolveu
trabalhos com a Universidade da California (UCLA), com o Instituto
Berlage e com a Escola Politécnica de Zurique (ETH). Todos esses estúdios e seus resultados, alguns já publicados, são
considerados momentos de compartilhamento de idéias importantes para a
equipe técnica da Sehab. Não se trata mais de trazer idéias de fora do
lugar, mas sim, compartilhar experiências de sucesso que podem ser
utilizadas em outras regiões, cidades e países. Temos em São Paulo mais de 1.500 favelas e um imenso desafio de
transformá- las em bairros integrados ao conjunto da cidade. Essa é
uma realidade comum em metrópoles localizadas em todos os continentes.
Criar uma rede de experiências bem sucedidas, resultado de projetos
criativos e sérios de arquitetos e urbanistas, é um caminho para a
universalização das boas práticas. Experiências bem sucedidas para a transformação dos novos bairros
têm em comum um foco central: a construção de um projeto de futuro
vinculado não só a construção de novas moradias, mas também a
superação de déficits relacionados à infraestrutura, a
acessibilidade, a equipamentos e serviços. A cidade do século XXI passa por mudanças rápidas o que resulta na
constante substituição de territórios existentes, ou então, na
transformação de territórios precários, que cresceram de forma
informal sem atentar para os regulamentos do uso e ocupação do solo. A missão da Secretaria de Habitação, ao implantar sua política
habitacional na cidade de São Paulo, está voltada para a atuação nos
territórios precários, o que veem fazendo com a implantação de
vários programas voltados para um conjunto diferenciado de questões a
serem enfrentadas. Para isso tem procurado fortalecer a equipe técnica
para que a mesma conduza os diversos programas e projetos em execução. Acreditamos que os projetos que estão sendo implantados representam
uma nova fase da produção da arquitetura e do urbanismo locais, onde
está expressa a capacidade dos profissionais de responder aos desafios
da cidade das pré-existências. São projetos que mostram a
originalidade e a criatividade dos arquitetos que buscam a mudança dos
espaços existentes, com resultados reconhecidos em todos, população
beneficiada, instituições de ensino, bienais de arquitetura, entre
outros. Assim surgiu a idéia do SP Calling ou Jornada da Habitação. Sob a
curadoria do arquiteto Stefano Boeri, o objetivo principal do projeto,
é destacar a importância das intervenções em assentamentos
informais, não como uma excepcionalidade, mas como uma nova relação
que os políticos e técnicos devem estabelecer com a população
residente nos bairros menos privilegiados, implantando soluções
criativas, em conformidade com as demandas da cidade do século XXI. Para ampliar a discussão sobre o tema, a curadoria convidou seis
cidades para participarem do SP Calling – Roma, Mumbai, Nairóbi,
Medellín, Moscou e Bagdah -, cada uma delas explorando a partir de
experiências locais, o elo entre essas cidades e a experiência
paulistana. As idéias aqui apresentadas tem como objetivo comum a
transformação da cidade contemporânea em um espaço onde valores
opostos coexistam e sejam confrontados, em oposição às idéias
conservadoras das comunidades isoladas. A cidade que possibilita a
convivência democrática, o que está relacionado a extensão do acesso
a oportunidades a todos seus habitantes.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
DESAPROPRIAÇÃO PREVISTA PARA MORADORES DO JD DAMASCENO
Os moradores do Jd Damasceno estão vivendo de tensão bem no inicio do ano, a subrpefeitura da Freguesia do Ó/ Coordenadoria de Habitação, já reallizou vistoria, deu laudo de interdição, fizeram auto de intimação para os moradores comparecerem na delegacia, e neste dia 30 os moradores receberam a visita dos técnicos da referida sub, que avisaram aos moradores que receberão a visita da Polícia Militar e do Oficial de Justiça para desapropriação. A Associação dos Moradores do Jardim Vista Alegre e Adjacências em Ação Social - através de seu presidente, Sr. Eduardo dos Santos (netinho) foi chamado pelos moradores para representá-los junto ao poder público e o mesmo conta com o apoio da Ong Projeto Gusmão e do Jornal Social News. Nas fotos, você confere a reunião realizada com comissão dos moradores da Rua Feliciano Malaia (quadra), de onde ficou decido que seria encaminhado um oficio de ambas as entidades, requerendo da subprefeitura citada, quais encaminhamentos legais estão sendo tomados, uma vez que já fora requerido desde Outubro de 2011, reunião com a coordenadoria responsável e até o presente momento, não houve resposta. A proposta recusada pelos moradores é que saiam do local, recebem o cheque despejo de R$ 5.000,00 e saiam de um local onde pessoas vivem há mais de 30 anos.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
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