quarta-feira, 29 de agosto de 2012

REUNIÃO DO CONSEG PENTEADO - Conselho de Segurança Penteado - 72 DP e 1ª CIA DO 47 BPMM - COM A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS DA ESCOLA ESTADUAL HÉLIOS HEBER LINO.





Como presidente do Conselho Comunitário de Segurança Penteado, desenvolvi  um projeto junto com a toda diretoria, que visa a participação do jovem nas questões comunitárias, por isso mesmo o projeto é chamado "O JOVEM E A COMUNIDADE", onde eles possam participar ativamente de um processo que vai reescrever a história da comunidade onde vivem. E isso só é possível, se o jovem souber os caminhos das pedras, e a reunião deste conselho no meu ponto de vista, é um destes caminhos. O projeto visa que o aluno seja avaliado pelas disciplinas de sociologia e/ou filosofia ou ainda história. 

O aluno faz o levantamento de problemas da sua comunidade, podendo se reunir um grupo de alunos de bairros diferentes e apresentar em reunião, os problemas para as autoridades competentes e ainda propor ao seu ver, uma solução para o mesmos.

Tudo é registrado em ata, que será enviada a Secretaria de Segurança Púbica do Estado de São Paulo. Como apartir deste mês as atas serão eletrônicas, se o governador do estado quiser saber o aconteceu na última reunião por exemplo deste conseg,  o secretário estadual de segurança entra no site, digita sua senha e tudo o que aconteceu aparece lá, registrado, pronto para ser lido e compreendido sem a menor dificuldade, podendo assim, agilizar suas tomadas de decisões.

Ainda com relação ao desenvolvimento do projeto, o trabalho é avaliado pelo professor da disciplina que acompanha os alunos na reunião e avalia também a participação dos mesmos, gerando assim uma nota de trabalho que auxiliará na média do bimestre. 

Neste projeto protagonista, obtivemos o apoio dos professores e da diretora da Escola Estadual Hélios Heber Lino e a participação da PMEC - Professora Mediadora Escolar e Comunitário da Escola Flamínio, Profª Rose.  E ficamos enormemente felizes com o desprendimento e a participação dos jovens em pleno exercício de cidadania. Acreditamos que só com partipação popular, é que nossas comunidades poderão alcançar um diferencial na sua estrutura e vida diária de seu desenvolvimento. E a história em todo o mundo, já provou que os jovens são importantíssimos em quaisquer processos de mudanças, portanto, rumo as conquistas de uma vida periférica melhor.

Quero agradecer em especial a diretora da escola Hélios, Sra Telma, professores e alunos que compreenderam  a magnitude do projeto e ao PMEC - Professor Mediador Escolar e Comunitário da escola Hélios, Sr. Alex, que fez a ponte entre a escola e o Conseg Penteado.

Parabéns a toda população presente, a diretoria do Conseg  e as autoridades que estiveram presentes nesta reunião que foi só o marco inicial de uma grande mudança para nossa região.

Ozéas Gusmão.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pagar para não fazer Habitação de Interesse Social

Na semana passada, comentei aqui no blog sobre um substitutivo ao Plano Municipal de Habitação que seria apresentado, e possivelmente votado, na última quarta-feira na Câmara Municipal de São Paulo. Elaborado pelo Executivo, o substitutivo não foi votado e poderá voltar à pauta na sessão de amanhã em versão atualizada. Além dos pontos que já comentei (leia aqui), soube através de movimentos de moradia que o novo texto inclui um artigo que permitirá que o empreendedor construa para o mercado em terrenos situados em áreas de Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social), hoje reservadas à produção de HIS (Habitação de Interesse Social), mediante pagamento ao Fundurb (Fundo de Desenvolvimento Urbano), que hoje recebe os recursos da outorga onerosa do direito de construir.  Se isso vier a acontecer, estaremos diante de uma distorção do sentido das Zeis, cujo objetivo é justamente permitir a produção de habitação social em lugares com qualidade urbanística e integrados à cidade. Liberar as áreas de Zeis para o mercado significa condenar a produção de habitação social a lugares distantes, sem cidade. Além disso, os recursos do Fundurb não são necessariamente aplicados em HIS e em urbanização de favelas. Seus objetivos são “apoiar ou realizar investimentos destinados a concretizar os objetivos, diretrizes, planos, programas e projetos urbanísticos e ambientais integrantes ou decorrentes do Plano Diretor” e seus recursos hoje estão sendo utilizados por seis secretarias. Em 2011, por exemplo, dos R$ 278 milhões acumulados no fundo, apenas R$ 16 milhões (aproximadamente 6%) foram empenhados em obras de regularização de assentamentos no âmbito da Secretaria de Habitação (dados apresentados em reunião do Conselho Municipal de Política Urbana em agosto de 2011). No primeiro semestre de 2012, este valor subiu para R$ 37 milhões, ou cerca de 13% do total. Em geral, portanto, em torno de 10% dos recursos do Fundurb têm sido aplicados em habitação. A meu ver, pagar para não produzir habitação de interesse social em Zeis é um total contrassenso.

sábado, 5 de maio de 2012

CCJ - Centro Cultural da Juventude - Cachoeirinha




A Biblioteca Jayme Cortez do Centro Cultural da Juventude - Ruth Cardoso possui um acervo para consulta local e empréstimo com mais 10 mil exemplares entre livros, álbuns de HQ's, mangás, periódicos e material audiovisual.

Serviços oferecidos pela biblioteca:
  • Laboratório de Idiomas:  Equipado com 4 computadores para estudo individual, oferece métodos autodidatas em inglês, espanhol, italiano, francês, chinês, japonês, alemão, hebraico e árabe. A cada dois meses o projeto Que país é Este? complementa o estudo das línguas com diversas atividades.
  • Laboratório de Pesquisa: São 12 terminais de computadores disponíveis para pesquisa e 2 disponíveis para acesso ao acervo de multimídia. A cada dois meses acontecem oficinas de orientação à pesquisa na Internet.
  • Espaço de Leitura: arejado, amplo e bem iluminado.
  • Programação cultural mensal: saraus, oficinas, visitas monitorada à outros equipamentos culturais, palestras, semanas temáticas, programação especial de literatura, diálogos e Café Cultural.
  • Acesso à internet - rede sem fio (wireless)

Horário de funcionamento:
De 3ª a sábado, das 10h às 20h
Domingos e feriados, das 10h às 18h


Endereço:
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 (ao lado do terminal Cachoeirinha)
Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo - SP 02720-200
Tel: (11) 3984-2466 ramal 24
Coordenadora: Melina Campanini
mcampanini@prefeitura.sp.gov.br

sábado, 17 de março de 2012

Proposta quer evitar superendividamento de famílias


 
A proposta de Código do Consumidor, em análise no Senado, quer atacar o superendividamento das famílias brasileiras. Para isso, prevê que os trabalhadores com dívidas em atraso possam requerer na Justiça o parcelamento em até cinco anos.

Segundo o texto, encaminhado nesta semana ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a medida valerá para os casos em que mais de 30% da renda líquida mensal está comprometida com o pagamento de dívidas (excluído o financiamento de imóvel para moradia), desde que o devedor não tenha bens suficientes para quitar o total.


A proposta integra o anteprojeto elaborado pela comissão de juristas responsável pela atualização do código. Sarney deve agora indicar um relator para dar início à tramitação no Senado.


De acordo com o texto, o próprio devedor deverá propor o parcelamento, durante uma audiência de conciliação com a presença de todos os seus credores.


Para o advogado especialista em direito do consumidor Paulo Guilherme de Mendonça Lopes, é preciso ter cautela com a medida.


"Tem que pensar bem se isso não vai secar o crédito para o consumidor. Se eu achar que não tenho chance de recuperar com facilidade o crédito, por que vou emprestar dinheiro para você?"


Lopes acredita que, em vez de democratizar o crédito, a proposta pode acabar tornando-o "mais elitista".


O texto da comissão propõe ainda que sejam proibidas expressões como "crédito gratuito", "sem juros" e "taxa zero" na publicidade de concessão de crédito.


Segundo a justificativa dos juristas, isso pode induzir o consumidor ao erro.


O anteprojeto sugere também a "concessão responsável de crédito": quem concede deve informar e aconselhar o consumidor de forma que ele possa avaliar se tem como assumir a dívida.


A instituição será punida com redução e até extinção dos juros cobrados caso desobedeça essa prática.


Também será proibido, segundo o anteprojeto, praticar o "assédio de consumo", caracterizado pela pressão ao consumidor, especialmente idoso, analfabeto, doente ou "vulnerável" para que ele faça uma compra, contrate um serviço ou adquira crédito -especialmente se feito por meio eletrônico, telefônico ou envolvendo prêmios.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Essas e outras crianças com suas famílias, um dia terão onde morar dignamente !!!



A luta das entidades AVAS e ONG PROJETO GUSMÃO não foi em vão, e no dia 10 de Fevereiro de 2012 - 16:00hs , os moradores do Jd Damasceno que a princípio receberiam o “cheque despejo”  de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)  para levarem suas famílias para debaixo da ponte ou para uma outra área de risco, foram convocados pela Sehab, que os recepcionou na sede da Subprefeitura Freguesia do Ó/Brasilândia, a fim de assinarem um acordo onde receberão R$ 1.200,00 ( mil e duzentos reais) para alugarem um imóvel nos próximos dias, receberão pelo prazo de 30 meses, um auxílio aluguel de R$300,00 (trezentos reais) e se neste período não lhes for entregue um imóvel, assinarão um Termo de compromisso junto à Sehab para serem atendidos nos empreendimentos que forem sendo entregue e enquanto isso, estarão recebendo o auxílio para continuarem no aluguel.  O processo consta de 26 famílias alternadas, no momento do cumprimento do mandato judicial, com certeza as casas dos lados serão afetadas e também terão que ser atendidas pelo mesmo processo das primeiras 26 famílias. É o povo saindo vitorioso de uma batalha que aparentemente já estava perdida. É preciso fazer valer a Constituição deste país,  Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;

PARABÉNS AS FAMÍLIAS PELA CONQUISTA  !!!!

A pior discriminação que existe é a brasileira, pois é camuflada


Com imagens do filme Amistad, realizado por Steven Spielberg. Escute Tragédia no mar (ou O navio negreiro) de Castro Alves, na voz de Paulo Autran. O poeta Castro Alves escreveu O navio negreiro aos 22 anos, em 1869. A lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de escravos, fora promulgada quase vinte anos antes. Cada parte do poema tem métrica própria, de maneira que o ritmo de cada estrofe retrata a situação apresentada nela. Como esperar que um povo tratado assim, possa viver em pé de igualdade, mesmo que no século XXI ? O negro no Brasil só realmente passou a "desfrutar" de igualdade apartir da constituição de 1988. Nosso Brasil de contrastes vive ainda hoje, reflexos do seu negro passado, desconhecido pela maioria de seus brasileiros.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

JORNADA DE HABITAÇÃO - por Elisabete França - Superintendente de Habitação Popular da Sehab




Em 1977, Roberto Schwarz publicou Ao Vencedor as Batatas, onde destaca que “ao longo de sua reprodução social, incansavelmente o Brasil põe e repõe idéias europeias, sempre em sentido impróprio”. Tal reflexão segue a mesma direção de Sergio Buarque de Holanda que, em 1956, em Raízes do Brasil, tão bem definiu o sentido das “idéias fora de lugar”.  A tradição do pensamento brasileiro de transposição de idéias sem a necessária adaptação ao modo de vida local, também esteve presente na cultura arquitetônica e urbanística do país, mais particularmente na cidade de São Paulo.  No final do século XIX e primeiras décadas do século XX, ocorreu uma inflexão no trato das questões urbanas, principalmente no Rio de Janeiro e, mais tardiamente, em São Paulo, caracterizada por uma abertura para a assimilação de teorias e práticas estrangeiras que nos chegavam por meio de publicações e outras formas de intercâmbio com o exterior.  Na cidade de São Paulo, o Plano de Avenidas, coordenado pelo engenheiro Prestes Maia, foi o ponto de partida do pensamento urbanístico paulistano. O primeiro plano elaborado para estruturar o espaço urbano da cidade trazia a tradição da transferência de idéias internacionais, acompanhada de elementos de fora do lugar que exigiam a composição de um modelo local, o que naquele momento não foi feito.  Na continuidade da história urbana da cidade, a transferência de idéias continuou uma presença constante nos planos e projetos elaborados para São Paulo. No período pós Segunda Guerra mundial, as cidades europeias viviam um momento de prevalência dos ideais do movimento moderno, impulsionando a reconstrução das áreas destruídas e a construção de centenas de conjuntos habitacionais com elementos industrializados para abrigar a população desalojada.  No Brasil, ao mesmo tempo em que as idéias modernistas eram adotadas na produção da arquitetura local, também aportavam as idéias do Movimento Economie et Humanisme, que por longo período influenciou na elaboração dos planos para as cidades brasileiras e, especialmente em São Paulo, foi decisivo na formação de toda uma geração de urbanistas.  Padre Lebret, seu expoente máximo, organizou na cidade de São Paulo, a Sociedade para Análise Gráfica e Mecanográfica Aplicada aos Complexos Sociais (SAGMACS), responsável pela preparação do estudo Estrutura Urbana da Aglomeração Paulistana (1958).  Novamente, a transposição de idéias vinda de lugares distantes se impôs.  O estudo comparava as periferias de São Paulo, que cresciam de forma desarticulada e irregular, com as cidades européias destruídas pela guerra, sem compreender que o crescimento paulistano resultava da vitalidade do momento. Vitalidade de uma cidade que se urbanizava em números pouco conhecidos dos tradicionais tratados urbanos e que o estudo entendia, restritamente, como um grande “acampamento” descontrolado. A cidade passava de 200 mil habitantes no início do século XX para dois milhões nos anos 1950. Acompanhar esse crescimento populacional, que se avolumava em função das possibilidades oferecidas pela cidade e região metropolitana, demandava uma capacidade operacional para a qual o país não estava preparado. Não existiam receitas a serem seguidas diante da nova realidade urbana que se impunha. As lições aprendidas da disciplina urbanística tradicional não eram apenas idéias fora de lugar, mas também não conseguiam responder a esses desafios. Durante décadas, planos e projetos continuaram a ser elaborados com foco em um ideário trazido de fora.
Nos anos 1970, mesmo sob o domínio da ideologia imposta pelo BNH, alguns arquitetos precursores, entre eles Carlos Nelson Ferreira dos Santos, com uma visão pioneira para a época, deram os primeiros passos para romper com o discurso oficial que pregava a eliminação da informalidade e a construção de conjuntos habitacionais massivos e distantes. Em consonância com a realidade do país, entenderam que a população urbana crescia em escalas não conhecidas e os bairros informais se transformavam em opção para aqueles que, ou não tinham acesso ao crédito para a aquisição da casa própria, ou preferiam morar precariamente em regiões centrais mais acessíveis ao trabalho e equipamentos públicos. Passaram então a desenvolver projetos respeitando os esforços que tinham sido realizados na construção informal das moradias, nos bairros conhecidos como favelas. Para Carlos Nelson, a cidade deveria ser pensada a partir da práxis transformadora, com elementos de inovação, polêmica e criatividade, o que só era possível a partir de um profundo conhecimento da realidade, não apenas do território, mas, sobretudo, da população que nele vivia. Era o início do reconhecimento das pré-existências urbanas ou o urbanismo das idéias no lugar. Tais urbanistas visionários abriram espaço para uma forma de pensar a cidade que reconhecia uma série de questões específicas da realidade brasileira. Até então, éramos um país de pouca cultura urbanística, implantávamos idéias fora de lugar e não reconhecíamos a nossa realidade urbana. As experiências desenvolvidas à época, tinham como ponto de partida o reconhecimento da cidade informal com seus códigos próprios, embora os mesmos não representassem o modelo idealizado pela disciplina urbanística tradicional. Daí surgiram, nos anos 1990, o Programa Favela-Bairro (1993), no Rio de Janeiro,e o Programa Guarapiranga (1993), em São Paulo. Intervenções de grande alcance, que adotavam a nova forma de pensar as cidades brasileiras, principalmente no que tange à assim chamada cidade informal, um pensamento urbanístico próprio, assentado em raízes locais, que parte do conhecimento da cidade real, existente. Um projeto que reconhece as pré-existências territoriais como resultado dos esforços coletivos realizados pelas famílias que constroem suas casas, e que também são atores da construção da cidade. Projetos que tem a dimensão da existência daqueles que moram nos diferentes lugares, que reconhecem a pluralidade urbana e a existência de uma estrutura morfológica que tem signos próprios. A consolidação desse conjunto de idéias formadas a partir de experiências que resultaram em práticas de sucesso, impulsionou o trabalho da Secretaria de Habitação da cidade de São Paulo, a partir de 2005. O caminho adotado foi consolidar a política habitacional, dando início à elaboração do Plano Municipal de Habitação, à construção do Sistema de Informações para a Habitação (www.habisp.inf.br) e ao Sistema de Priorização de Intervenções, ao mesmo tempo em que era dado início à implantação do Programa de Urbanização de Favelas.  Programa de dimensões e abrangência até então desconhecidas, passou a despertar o interesse de estudiosos da questão habitacional. O foco central da urbanização é a implantação de redes de infraestrutura básica, sistemas de conectividade com a cidade urbanizada, implantação de áreas de lazer e equipamentos públicos de grande porte, além da construção de unidades habitacionais para os que estavam vivendo em áreas de risco. A urbanização de favelas trata de implantar um conjunto de benfeitorias que a cidade já tem e, mais importante, integrar o que antes era informal à cidade legal. O projeto da cidade de São Paulo não se move por conceitos trazidos de fora, ou seja, de implantar grandes equipamentos sofisticados que não resolvem problemas imediatos da comunidade e cujo projeto não estabelece uma linha direta com os territórios existentes.  Desse interesse internacional em conhecer a experiência paulistana no trato dos problemas urbanos relacionados à informalidade, surgiu a primeira parceria - o estúdio com os estudantes do Sustainable Urban Living Model da Columbia University Graduate School of Architecture Planning and Preservation. Coordenado pelos professores da U-TT, o estúdio tinha como propósito a elaboração de propostas para Paraisópolis. A área escolhida como objeto de reflexão e elaboração de propostas – Paraísopolis - era a que melhor representava a diversidade urbana paulistana e se constituía em desafio de grande dimensão para os estudante e professores da U-TT. Seus quase 60.000 habitantes compõem-se, majoritariamente, de famílias de baixa renda e os índices de vulnerabilidade social na área são elevados. É uma cidade pobre inserida de forma anacrônica no meio de uma cidade rica. Para um observador externo, os contrastes entre as duas cidades podem parecer grandes, visíveis e extremos, portanto, insuperáveis.  No entanto, a equipe da Sehab mostrou ao grupo que uma cidade era dependente da outra. Uma oferece mão de obra e, a outra, empregos, serviços e consumo. Uma necessita de serviços básicos de educação e saúde, a outra facilita o acesso a esses serviços. Essa profícua relação de trocas constantes resultou no fato de Paraisópolis ser indicada como exemplo das possibilidades do convívio democrático entre as diferenças da cidade.  Assim, como em muitos outros bairros de baixa renda – favelas ou loteamentos -, a região se consolidou, as famílias criaram redes de solidariedade e são visíveis no dia a dia os investimentos nas unidades habitacionais, na implantação de novos comércios e oferta de serviços. Essas atividades resultam em uma vida urbana fervilhante, constatada nas ruas de Paraisópolis.  Diante dessa realidade consolidada, a maior parte das famílias quer ficar na área, manter suas moradias e garantir o título de propriedade. Introduzimos ao grupo de estudantes essa nova situação, a ser observada nas propostas para a urbanização do bairro. Explicamos que o essencial nos projetos refere- se ao respeito às pré-existências e ao desenvolvimento do capital social da comunidade, suas redes de relações e seus sonhos. A intervenção, além de universalizar o acesso à infraestrutura, aos serviços básicos, a eliminação de situações de risco, deve explorar a criação de identidades, de modo a fortalecer a noção de pertencimento da comunidade. Na sequência, outros estúdios se sucederam e outras formas de compartilhamento veem sendo experimentadas. A Sehab desenvolveu trabalhos com a Universidade da California (UCLA), com o Instituto Berlage e com a Escola Politécnica de Zurique (ETH). Todos esses estúdios e seus resultados, alguns já publicados, são considerados momentos de compartilhamento de idéias importantes para a equipe técnica da Sehab. Não se trata mais de trazer idéias de fora do lugar, mas sim, compartilhar experiências de sucesso que podem ser utilizadas em outras regiões, cidades e países. Temos em São Paulo mais de 1.500 favelas e um imenso desafio de transformá- las em bairros integrados ao conjunto da cidade. Essa é uma realidade comum em metrópoles localizadas em todos os continentes. Criar uma rede de experiências bem sucedidas, resultado de projetos criativos e sérios de arquitetos e urbanistas, é um caminho para a universalização das boas práticas.  Experiências bem sucedidas para a transformação dos novos bairros têm em comum um foco central: a construção de um projeto de futuro vinculado não só a construção de novas moradias, mas também a superação de déficits relacionados à infraestrutura, a acessibilidade, a equipamentos e serviços.  A cidade do século XXI passa por mudanças rápidas o que resulta na constante substituição de territórios existentes, ou então, na transformação de territórios precários, que cresceram de forma informal sem atentar para os regulamentos do uso e ocupação do solo. A missão da Secretaria de Habitação, ao implantar sua política habitacional na cidade de São Paulo, está voltada para a atuação nos territórios precários, o que veem fazendo com a implantação de vários programas voltados para um conjunto diferenciado de questões a serem enfrentadas. Para isso tem procurado fortalecer a equipe técnica para que a mesma conduza os diversos programas e projetos em execução. Acreditamos que os projetos que estão sendo implantados representam uma nova fase da produção da arquitetura e do urbanismo locais, onde está expressa a capacidade dos profissionais de responder aos desafios da cidade das pré-existências. São projetos que mostram a originalidade e a criatividade dos arquitetos que buscam a mudança dos espaços existentes, com resultados reconhecidos em todos, população beneficiada, instituições de ensino, bienais de arquitetura, entre outros.  Assim surgiu a idéia do SP Calling ou Jornada da Habitação. Sob a curadoria do arquiteto Stefano Boeri, o objetivo principal do projeto, é destacar a importância das intervenções em assentamentos informais, não como uma excepcionalidade, mas como uma nova relação que os políticos e técnicos devem estabelecer com a população residente nos bairros menos privilegiados, implantando soluções criativas, em conformidade com as demandas da cidade do século XXI. Para ampliar a discussão sobre o tema, a curadoria convidou seis cidades para participarem do SP Calling – Roma, Mumbai, Nairóbi, Medellín, Moscou e Bagdah -, cada uma delas explorando a partir de experiências locais, o elo entre essas cidades e a experiência paulistana. As idéias aqui apresentadas tem como objetivo comum a transformação da cidade contemporânea em um espaço onde valores opostos coexistam e sejam confrontados, em oposição às idéias conservadoras das comunidades isoladas. A cidade que possibilita a convivência democrática, o que está relacionado a extensão do acesso a oportunidades a todos seus habitantes.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

DESAPROPRIAÇÃO PREVISTA PARA MORADORES DO JD DAMASCENO

Os moradores do Jd Damasceno estão vivendo de tensão bem no inicio do ano, a subrpefeitura da Freguesia do Ó/ Coordenadoria de Habitação, já reallizou vistoria, deu laudo de interdição, fizeram auto de intimação para os moradores comparecerem na delegacia, e neste dia 30 os moradores receberam a visita dos técnicos da referida sub, que avisaram aos moradores que receberão a visita da Polícia Militar e do Oficial de Justiça para desapropriação. A Associação dos Moradores do Jardim Vista Alegre e Adjacências em Ação Social  - através de seu presidente, Sr. Eduardo dos Santos (netinho) foi chamado pelos moradores para representá-los junto ao poder público e o mesmo conta com o apoio da Ong Projeto Gusmão e do Jornal Social News. Nas fotos, você confere a reunião realizada com comissão dos moradores da Rua Feliciano Malaia (quadra), de onde ficou decido que seria encaminhado um oficio de ambas as entidades, requerendo da subprefeitura citada, quais encaminhamentos legais estão sendo tomados, uma vez que já fora requerido desde Outubro de 2011, reunião com a coordenadoria responsável e até o presente momento, não houve resposta. A proposta recusada pelos moradores é que saiam do local, recebem o cheque despejo de R$ 5.000,00 e saiam de um local onde pessoas vivem há mais de 30 anos.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PROGRAMA VIVA LEITE

OBJETIVOS DO PROJETO
Oferecer um complemento alimentar de alto valor nutritivo a crianças e idosos de baixa renda, auxiliando na prevenção da anemia ferropriva e hipovitaminoses A e D.
O projeto Viva Leite atende cerca de 720 mil crianças em todo o Estado de Sao Paulo e 60 mil Idosos na Capital e Grande Sao Paulo

QUEM PODE SER ATENDIDO PELO PROJETO ?
Crianças na faixa de 6 meses a 6 anos e 11 meses de idade, pertencentes a famílias que recebem até 2 salários mínimos mensais.

QUAL A QUANTIDADE DE LEITE QUE A CRIANÇA IRÁ RECEBER ?
Cada criança recebe 15 litros de leite por mês, podendo cadastrar somente uma criança por família.

IDOSOS, QUEM PODE SER ATENDIDO ?
Idosos acima de 60 anos, pertencentes a famílias com renda mensal de até 2 salários mínimos. A prioridade será para os com mais de 65 anos que façam uso freqüente de medicamentos. O idoso só poderá receber o benefício na entidade, se ela possuir cota para idosos, caso contrário não será permitido a esta entidade fornecer o leite para o idoso.

COMPOSIÇÃO DO VIVA LEITE
Cálcio: Importante para a formação e manutenção de ossos e dentes, coagulação sanguínea e regulação dos batimentos cardíacos. Fontes de cálcio = viva leite, queijos, outros leites e derivados.
Vitamina A: Importante para uma boa visão, crescimento e desenvolvimento adequados, aumentando a resistência contra doenças infecciosas.
Fonte de vitamina A = Viva leite, fígado, óleo de fígado de peixes, gema de ovo, leite e derivados, vegetais verde-escuros e vegetais e frutas amarelo-alaranjadas.

Vitamina D: Importante para absorção de cálcio pelo organismo, ajuda na formação e conservação de ossos e dentes. Fontes de Vitamina D (prevenção de raquitismo) = viva leite, óleos de fígado de peixe, manteiga, nata, gema de ovo e fígado.

Ferro: Importante para a formação do sangue, quando há falta de ferro, provoca-se a anemia ferropriva que pode causar: prejuízo no crescimento e aprendizado, maior susceptibilidade a doenças, desatenção, fadiga, apatia, podendo levar a deficiências irreversíveis no desenvolvimento e crescimento da criança ( se não tratada). Anemia ferropriva, atinge cerca de 70% das crianças menores que 2 anos. Fontes de ferro= viva leite, fígado, carnes em geral e feijão.

ANEMIA FERROPRIVA - COMO PREVINIR ???
<> Amamentar exclusivamente até 6 meses.
<> Consumir alimentos fontes de ferro.
<> Não substituir as refeições principais por leite e derivados e não oferecer leite logo após o almoço e jantar.
<> Ter cuidado com a higiene da criança (verminoses).
<> Para melhor absorção do ferro, recomenda-se, na mesma refeição, o consumo de alimentos de vitamina C.

OBRIGAÇÕES DAS USINAS
Fornecer leite pasteurizado, com teor de gordura mínimo de 3%, enriquecido com 7,5 mg de ferro ( aminoácido quelato), 2000 ER de vitamina A e 400 UI de vitamina D por litro.Embalar o produto em sacos pláticos de 1 litro, padronizados com o logotipo do projeto, dados da empresa fornecedora, indicações técnicas e data de validade. O leite deverá ser entregue no prazo máximo de 1 dia após a data de sua fabricação, em temperatura inferior a 7 graus centigrados. Fornecer 'as entidades caixas de isopor para manutenção do produto na mesma temperatura da entrega.

OBRIGAÇÕES DOS BENEFICIÁRIOS
Buscar o leite nos dias e horários combinados, assinar mensalmente o caderno de prestação de contas para não ser cortado do projeto, manter vacinação da criança em dia, comparecer nas palestras informativas sempre que solicitados. No caso do não comparecimento da mãe / responsável por 3 vezes consecutivas para retirada do leite ou não comparecer para assinatura mensal (reunião), será automaticamente cortado o benefício.

OBRIGAÇÕES DAS ENTIDADES
Recebimento e conferencia do leite, distribuição do leite as famílias cadastradas, zelar pelo cadastramento de famílias dentro dos critérios do projeto, prestar contas da operacionalização do viva leite na entidade para Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, cumprir os critérios do projeto, firmados no cadastramento da entidade.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

DOAÇÕES PARA A COMUNIDADE

Várias pessoas da comunidade foram beneficiadas com doações de roupas, sapatos, bolsas, camas, colchões, etc, que foram distribuidas na sede da entidade neste final de ano. São doações diversas que recebemos de pessoas até mesmo do próprio bairro, de outras localidades e inclusive do setor social da sabesp. Foram aproximadamente 80 pessoas que,  ao final da reuniao para assinatura do caderno de prestação de contas do programa VIVA LEITE, além de levarem o leite, foram surpreendidas com mais estas doações. Fica aqui o nosso agradecimento a todos os cooperadores em nome de todos os beneficiados.


sábado, 7 de janeiro de 2012

PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO 2009-2024 É ENVIADO A CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO


 O plano Municipal de Habitação (PMH) 2009 - 2024 foi encaminhado em outubro para votação na Câmara Muncipal. Se aprovado, o plano será um lei e deverá ser seguido pelos próximos quadriênios, até 2024. Um dos objetivos do plano é eliminar as moradias precárias existentes em São Paulo até 2024 - Atualmente, cerca de 3 milhões de pessoas vivem em favelas, cortiços, loteamentos irregulares, núcleos urbanizados e conjuntos habitacionais. Entre as ações de curto, médio e longo prazos previstas no plano, estão urbanização de favelas, regularização de loteamentos, requalificação dos cortiços e construção de novas moradias. 

OBS: Publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo em 19 de novembro de 2011

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